Não sabia o que o despertara, mas já não lhe era indiferente.
Sempre gostara dos jogos de sedução, ainda que, não soubesse ler ou interpretar os seus sinais, caíndo demasiadas vezes no erro de "jogar" sem intenção de avançar e acabando por se enredar em situações desagradáveis. Ao mesmo tempo as suas eternas contradições existenciais devidas à falta de auto-estima não lhe permitiam admitir ou sequer vislumbrar uma ponta de admiração por parte dos elementos do sexo oposto.
Assim mais uma vez, não sabia exactamente no que se tinha metido.
Por um lado tudo parecia ser diferente, já que a maior idade de ambos permitia encarar a situação e as inúmeras possibilidades de forma diferente.
No momento em que percebera que um sentimento novo parecia despertar não tentara repeli-lo ,mesmo sabendo que se afastavam e que muito possivelmente não mais se veriam, fazendo com que a remota hipótese de se conhecerem enquanto homem e mulher se desvanecesse.
O ardor, a paixão tinham voltado repentinamente do seu estado de hibernação forçado por uma relação demasiado certa e o formigueiro na barriga de outros tempos arrebatados voltara ao corpo vivido. O coração acelarado, a voz entaramelada e gaguejante ao falar... Perguntava-se como pudera ter sido tão imune antes? Talvez tivesse sido a presença do cheiro, a proximidade inconsequente, ou pura e simplesmente aquela química que surge não se sabe bem de onde e nos invade e expõe aos cruéis sentimentos humanos.
Algo despontara repentinamente e agora apenas ficara uma vontade inconsequente de estarem juntos de novo!
À noite estranhos sonhos cruzavam episódios das vidas afastadas de ambos. No escuro, a sua mente outroura imperturbável perdia-se nestes sonhos inconsequentes.
Perguntava-se muitas coisas, mas algo lhe martelava constantemente o cérebro:
"Será que afinal existe mesmo uma alma gémea e que ao contrário do que acontece no cinema, no final não somos felizes para sempre?" Os finais felizes nunca tinham sido o seu forte, porque haveriam de o ser agora...
Sempre gostara dos jogos de sedução, ainda que, não soubesse ler ou interpretar os seus sinais, caíndo demasiadas vezes no erro de "jogar" sem intenção de avançar e acabando por se enredar em situações desagradáveis. Ao mesmo tempo as suas eternas contradições existenciais devidas à falta de auto-estima não lhe permitiam admitir ou sequer vislumbrar uma ponta de admiração por parte dos elementos do sexo oposto.
Assim mais uma vez, não sabia exactamente no que se tinha metido.
Por um lado tudo parecia ser diferente, já que a maior idade de ambos permitia encarar a situação e as inúmeras possibilidades de forma diferente.
No momento em que percebera que um sentimento novo parecia despertar não tentara repeli-lo ,mesmo sabendo que se afastavam e que muito possivelmente não mais se veriam, fazendo com que a remota hipótese de se conhecerem enquanto homem e mulher se desvanecesse.
O ardor, a paixão tinham voltado repentinamente do seu estado de hibernação forçado por uma relação demasiado certa e o formigueiro na barriga de outros tempos arrebatados voltara ao corpo vivido. O coração acelarado, a voz entaramelada e gaguejante ao falar... Perguntava-se como pudera ter sido tão imune antes? Talvez tivesse sido a presença do cheiro, a proximidade inconsequente, ou pura e simplesmente aquela química que surge não se sabe bem de onde e nos invade e expõe aos cruéis sentimentos humanos.
Algo despontara repentinamente e agora apenas ficara uma vontade inconsequente de estarem juntos de novo!
À noite estranhos sonhos cruzavam episódios das vidas afastadas de ambos. No escuro, a sua mente outroura imperturbável perdia-se nestes sonhos inconsequentes.
Perguntava-se muitas coisas, mas algo lhe martelava constantemente o cérebro:
"Será que afinal existe mesmo uma alma gémea e que ao contrário do que acontece no cinema, no final não somos felizes para sempre?" Os finais felizes nunca tinham sido o seu forte, porque haveriam de o ser agora...